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TÓPICO: Santana Lopes e Rui Rio

Santana Lopes e Rui Rio 05 Jan. 2018 15:47 #1

  • Vasco Graça
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Tenho (sempre tive e conto continuar assim) o coração à esquerda, mas procuro, com a razão, conhecer e analisar diversas perspetivas e caminhos evitando sectarismos ou clubismos.
Por isso vi ontem com atenção o debate entre os dois candidatos a líderes do PSD.
No final fiquei preocupado. Pela voz de qualquer um dos dois candidatos, percebeu-se que a direita não aprendeu nada com a experiência nacional e internacional recente e continua a não ter um projeto nacional, democrático e desenvolvimentista.
Curiosamente até foi Rui Rio quem mais apegado se mostrou ao velho receituário falhado de Cavaco Silva e Passos Coelho: "menos Estado", "menos impostos para os empresários" (obviamente a ser compensado com mais impostos sobre o Trabalho), todas as facilidades para o investimento estrangeiro (tido como a única possibilidade para o crescimento económico) , contenção dos direitos laborais e medidas administrativas (p. ex. diminuindo o número de deputados) que possam dar mais 'tranquilidade' à direita.
Apesar de muito 'entusiástico' no discursos Rui Rio não conseguiu dar mostra de ter qualquer outra visão que não seja o velho sonho (sempre falhado) de pôr tudo (e todos) ao serviço da acumulação de capital na vã esperança que isso venha a significar crescimento e, um dia (sabe-se lá quando), alguma possível redistribuição.
É a receita falhada com mais de um século que nunca teve sucesso e não tem qualquer viabilidade, hoje, em Portugal. Esperava muito mais dele e das forças que representa.
Santana Lopes, ainda que no mesmo registo neoliberal, quis acrescentar uns pozinhos de 'social-democracia' com referências ao apoio social aos mais desfavorecido e com uma retórica genérica sobre inovação e ligação do Saber às Empresas. Deu também mostras de ter 'a escola toda' no que respeita aos truques para captar as simpatias eleitorais conseguindo quase até ao fim remeter o seu 'adversário' para a defesa e impondo-lhe a 'agenda do debate.
Ambos se mostraram grandes defensores da chamada 'descentralização' entendida esta (exclusivamente!) como dar mais poderes às Câmaras. Nem uma palavra sobre a indispensável ligação entre descentralização e o claro reforço da democraticidade e da participação locais.
Foi, de ambos, um posicionamento desolador. Fica-se a saber que, ganhe um ou outro, o PSD vai continuar a afundar-se e vai ser incapaz de propor uma ideia nova de progresso nacional.
Certamente agradece o PS que, mesmo governando num registo centrista sem rasgo de mudança, reforça a imagem de uma ação muito progressista e transformadora.
Isso não é bom. Pelo contrário, faz antever que os 'donos disto tudo' a breve trecho deixarão de contar com a direita política (PSD/CDS)na defesa dos seus interesses e ficarão tentados por outras vias quiçá mais populistas, quiçá mais autoritárias.
O tempo o dirá...
Última Edição: por Vasco Graça.

Santana Lopes e Rui Rio /debate TVI 10-1-17 10 Jan. 2018 22:32 #2

  • Vasco Graça
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Rui Rio vinha mais preparado que no anterior debate mas creio que não lhe serviu de muito: no final estava encostado às cordas.
Santana Lopes é realmente bastante mais hábil no uso dos debates televisivos. Rui Rio excita-se muito mas perde o domínio da situação que Santana manipula como lhe apraz. Por vezes Rio diz mesmo o que não deve como quando identificou Lisboa com "a Corte" (imagino que o eleitorado lisboeta não goste destes tiques anti-sulistas que, de facto, ainda colhem algum populismo em parte do eleitorado portista mas que ficam mal muito mal a quem quer ser Primeiro Ministro)
Quanto a aspetos substantivos:
1. Ambos demonstraram como o seu adversário era incoerente e dizia uma coisa e o seu contrário conforme lhe convier. Estou em crer que, infelizmente, é um mal que está por demais generalizado no discurso de muitos dirigentes partidários.
2. Quanto ao essencial do desenvolvimento nacional e da equidade social ambos continuam presos ao discurso neoliberal embora, curiosamente, tenha voltado a ser Santana Lopes que procurou dizer algo mais que o velho receituário.
3. Foi evidente que nenhum tem expectativas de ganhar as próximas legislativas. O objetivo prioritário de ambos é afastar a esquerda da área da governação. Rio quer usar tática da cenoura e do cacete, Santana é mais ousado e quer vergar o PS obrigando-o mesmo a um acordo que consagre o velho «arco da governação» como a única solução aceitável na política portuguesa.
Nada de novo na direita lusa, o que é pena porque o Povo português merece muito mais.
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