• Ladrões de Bicicletas (Alexandre Abreu)

Frugalidade individual, abundância colectiva

Num vídeo que circulou há alguns dias por alguns sites noticiosos e redes sociais, vê-se um orangotango do Bornéu a tentar, de forma heróica mas inglória, lutar contra a retroescavadora que acaba de demolir a árvore onde se encontra o seu ninho. Devido à substituição de floresta por plantações de óleo de palma, os orangotangos estão hoje confinados a algumas áreas limitadas do Bornéu e Sumatra e calcula-se que poderão vir a extinguir-se no estado selvagem dentro de dez anos. Este vídeo deprimente é uma boa ilustração de dois dos problemas ambientais mais críticos do mundo contemporâneo: a desflorestação e a perda de biodiversidade. É destruída uma área de floresta equivalente à Inglaterra a cada ano, estimando-se que metade da área de floresta tropical de todo o mundo tenha já sido eliminada. O ritmo actual de extinção de espécies é entre 100 e 1000 vezes superior à chamada taxa média normal de extinção (antes da intervenção humana), justificando que este seja considerado o sexto evento de extinção em massa na história geológica do planeta – o quinto, há 65 milhões de anos, foi o que envolveu a extinção dos dinossauros. Estes são...

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O jornal The Wall Street Journal publicou recentemente um artigo intitulado “Europa Pondera Nova Ordem Mundial Enquanto seus Laços Transatlânticos se Rompem”. Para o colunista da Sputnik, Ivan Danilov, este artigo demonstra que, para que tudo corra bem nos EUA, tudo deve correr mal nos outros países.
O artigo do The Wall Street Journal, escrito pelo cientista político Simon Nixon, oferece um prognóstico pessimista. "Os pobres laços de Trump com os aliados da Europa Ocidental levantam a possibilidade de 2018 ser um ano de desarticulação ideológica, como 1989 foi para a Europa Oriental", indica o artigo.
Desta vez, o império que irá perder a sua influência na Europa da noite para o dia não será a União Soviética, mas sim os Estados Unidos.
"Da perspetiva europeia, o risco de o continente enfrentar um colapso da ordem norte-americana na Europa é comparável ao colapso da ordem soviética de 1989. Naquele ano, o controle que a Rússia mantinha sobre a Europa Central e Europa do Leste colapsou praticamente da noite para o dia quando se evaporou a ideologia na qual o sistema de regras comuns se baseava. Isso obrigou [os países do Leste] a buscarem alternativas", escreveu Nixon no seu artigo.
Quem terá que procurar alternativas agora é a Europa. Para Ivan Danilov, os europeus ainda se lembram muito bem...

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A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos atacaram as forças Hutis no Iêmen (Iémene-pt) na região de Hodeida. Segundo o Le Figaro, são apoiados pelas Forças Especiais Francesas.

O diário precisa que a França estará igualmente encarregada da desminagem dos portos no seguimento da batalha; uma ajuda que os Estados Unidos se recusaram a fornecer.

A Arábia Saudita tenta reunificar o Iêmen, enquanto seu aliado Emiradense aposta por uma nova partição do país. Se ignora como a França encara o futuro do país.

A França colocou secretamente Forças Especiais na Síria, no Iraque e no Iêmen. Cerca de 60 soldados franceses foram aprisionados na Síria no decurso das últimas semanas.

« Yémen : la France prête à déminer le port d’al-Hodeïda » («Iêmen : a França pronta a desminar o porto de Al-Hodeida»- ndT), par Georges Malbrunot, Le Figaro, 16 juin 2018.





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Jinan, 16 jun (Xinhua) -- O presidente chinês, Xi Jinping, sublinhou a construção de uma força marítima de elite para completar resolutamente diversas missões encarregadas pelo Partido e pelo povo.
Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central (CMC), fez o comentário durante uma inspeção à força marítima do Comando do Teatro de Operações do Norte do Exército de Libertação Popular em 11 de junho.
Enfatizou a necessidade de implementar resolutamente o pensamento do Partido sobre o fortalecimento da força militar para a nova época e de continuar consolidando a lealdade política das forças armadas, e de reforçá-las mediante a reforma e a tecnologia e operá-las segundo a lei.
Também falou da necessidade de que a Marinha atinja os requisitos da transformação.
Xi visitou uma força submarina por volta das 15h30 de segunda-feira enquanto uma brisa de verão fazia ranger as árvores na costa de Qingdao, na Província de Shandong, no leste da China.
No porto se encontrava um novo tipo de submarino que tinha participado do recente desfile naval no Mar do Sul da China. Sobre o casco, os soldados permaneceram em formação esperando ser inspecionados.
Xi...

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O governo de Emmanuel Macron fez aprovar na generalidade pela Assembleia Nacional francesa, na passada terça-feira, uma proposta de lei que altera profundamente o panorama da habitação pública e social naquele país, onde esta tem um peso muito significativo, particularmente quando comparado com o que acontece noutros países da União Europeia.
Um dos principais objectivos é fundir os organismos que gerem a habitação social, a maioria dos quais gerem habitação pública, e aumentar as vendas anuais de uma média actual 8 mil casas para 40 mil, segundo o L'Humanité.
Governo promove alienação da habitação pública
Os actuais senhorios, sejam do sector privado ou do sector público (no essencial, organismos municipais), vão ver os apoios directos à construção por parte do Estado reduzidos. Ao mesmo tempo, o subsídio de renda, assumido também pelo Estado, já sofreu cortes que podem chegar a 60 euros mensais, de acordo com o corresponde em Paris do jornal espanhol El Salto. Agora, transferiu esses encargos para os organismos que gerem a habitação social, que terão que reflectir a descida nas rendas praticadas. Com isto, o executivo de Macron pretende empurrá-los para um ciclo de vendas que visa reduzir brutalmente o parque habitacional público e...

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Rémy Herrera
Nestes últimos meses, desde a intensificação dos conflitos sociais em França, os media dominantes do país cumprem o seu papel na perfeição: eles difundem de modo permanente uma propaganda destinada a minar a moral dos trabalhadores em luta e transmitem servilmente os discursos mentirosos do governo do presidente Emmanuel Macron – mantido pela alta finança e ocultando sob a palavra de "reformas" uma vontade de destruição sistemática dos serviços públicos. Depois de ter pretendido que o número de grevistas e manifestantes opostos às medidas neoliberais efectuadas em todas as direcções para diminuí-las, agora estes media anunciam "o fim próximo da greve dos ferroviários"... No entanto, os sindicatos mais combativos do sector ferroviário (CGD, SUD...) discutem actualmente a possibilidade de prosseguir o movimento na SCNF para além do calendário de greves intermitentes previsto inicialmente (28 de Junho). É verdade que a simples leitura da lista das múltiplas greves que decorreram recentemente ou continuam a decorrer em França esgotaria o tempo de antena dos jornais televisivos! Os comentadores subordinados ao poder falam, a propósito destes conflitos, num "mal francês" que seria preciso erradicar. Um deputado da maioria presidencial chegou mesmo a...

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Carvalho da Silva | Jornal de Notícias | opinião
Foi anunciado que em finais de junho a União Europeia (UE) tomaria decisões históricas a respeito do seu futuro e em particular sobre o euro, capazes de resolver as deficiências da moeda única e esconjurar crises futuras. Reparemos agora nos temas da agenda que acompanha a convocação da reunião: (1) migrações; (2) segurança e defesa; (3) emprego, crescimento e competitividade; (4) inovação e Europa digital, orçamento de longo prazo da UE; (5) relações externas. Perguntar-me-ão, então onde pára o euro? Um parágrafo adicional esclarece: "os líderes discutirão também o Brexit (em formato UE 27) e a eurozona (em formato Cimeira do Euro)".
Tal agenda significa que outras questões urgentes se amontoaram, nomeadamente migrações, segurança e defesa, relações com os EUA. Mas quer dizer também que temas estruturais basilares como o euro continuam a ser evitados. Como conseguirão os dirigentes europeus discutir os delicados pontos da agenda e ainda ter fôlego (nalguma ceia ou ao pequeno-almoço reforçados?) para tomar decisões históricas sobre o euro?
Dir-se-á que na UE todas as decisões são preparadas previamente e as cimeiras são um...

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Aos professores não peçam que calem a luta, que fiquem paralisados enquanto o tempo avança e a legislatura se esgota, enquanto o governo toma decisões e aceita decisões que outros tomam e que põem em causa a resolução dos problemas.
João Louceiro | AbrilAbril | opinião
Em nome da austeridade, o governo de Sócrates e o de Passos Coelho, e as suas maiorias parlamentares, deixaram de respeitar o tempo de serviço prestado pelos trabalhadores da administração pública que, com outras exigências, é condição necessária para os desenvolvimentos de carreira, de acordo com o que a legislação determina.
Fizeram o trabalho que lhes competia, cumpriram deveres e obrigações, aliás, em condições particularmente adversas, suportaram sobrecargas e a degradação das condições em que desempenham funções, cortes brutais de rendimento. Os governos fizeram como se não tivessem trabalhado... Assim extorquiram milhares de milhões de euros devidos, neste caso, a quem trabalha no âmbito da administração pública; milhares de milhões vazados nos destinatários habituais dos saques, juros e serviço da dívida, banca, PPP, negócios privados em áreas públicas, etc., etc.
O governo...

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Unmasking Amnesty International's Role in Nicaragua

Authors: in TruePublica

By Camilo E. Mejia: Iraq war veteran, resister, and conscientious objector (2003-2004), Amnesty International prisoner of conscience (June 2004). Open Letter to Amnesty International by a Former Amnesty International Prisoner of Conscience   Through this letter, I express my unequivocal condemnation of Amnesty International with regards to the destabilizing role it has played in Nicaragua, my […]

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Os tempos não andam a correr de feição para Assunção Cristas, que vê agitarem-se as oposições internas já insatisfeitas com o notório fracasso da agenda populista da líder. Se antes das autárquicas e do anunciado desastre laranja ainda acalentavam a expetativa de crescerem em votos e em cargos públicos à medida das suas desmedidas ambições, a irrelevância prometida pelas sondagens anda a desesperar os mais impacientes, que fazem contas à vida e julgam ser hora de impor mudanças urgentes.
No Porto a contestação sobe de tom, sobretudo porque não conseguindo fazer valer a força dos votos dos militantes na eleição de Cecília Meireles como líder distrital, a presidente tem utilizado todos os recursos, legítimos e ilegítimos, para derrotar o rival que a defronta. Por outro lado, outra tendência anda insatisfeita com o pouco empenho na defesa das touradas e quer impor essa posição troglodita na imediata estratégia política do partido. Que importa a rápida desafeição dos portugueses por um espetáculo degradante e de mais do que justificada proibição?
Não é que esses opositores sejam menos maus do que quem ainda os dirige, mas têm, pelo menos a virtude de não estarem com...

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  • Francisco Seixas da Costa in "duas ou três coisas"

José Monteiro Baptista

O veludo puído do sofá em que eu estava sentado, naquela sala da Sociedade de Geografia, amorteceu o choque da minha surpresa: 84 anos! Era a idade do Zé Monteiro Baptista, que ali ia apresentar o seu livro de memórias. Olhando para ele, fora alguma tristeza nostálgica que neste fim de tarde lhe atravessava o olhar, ninguém diria.
Conheci o Zé Monteiro Baptista, há meio século, no ISCSPU. Separavam-nos quase década e meia de idade e, na política, quase tudo. À época, isso era importante para muita gente. Mas não para nós, que estabelecemos, desde o primeiro momento, uma bela relação de amizade, que sempre ficou muito para além desse inevitável contraste de ideias. Continuando sempre a discutir por elas, claro.
Por um acaso, anos mais tarde, o Monteiro Baptista e eu coincidimos no concurso para a carreira diplomática. Entrámos com alguns meses de diferença e lembro-me bem dele, impaciente, a “fazer horas”, durante algumas semanas, visitando um outro colega, o João Amador, no gabinete que ambos ocupávamos, no Gabinete Coordenador para a Cooperação, uma estrutura da então Comissão Nacional de Descolonização, onde ambos estávamos destacados. Ele e o João, já com mais de quarenta anos, com uma comum experiência no quadro administrativo de África, eram os colegas mais velhos dessa geração diplomática. Essa circunstância não deixaria de vir a ter consequências negativas nas respetivas carreiras e o Zé Monteiro Baptista fixa, neste seu livro de memórias, algumas...

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Odiario

Realizou-se em Qingdao, República Popular da China, em 9-10 de Junho, uma reunião do Conselho de Chefes de Estado da Organização de Cooperação de Shanghai (CHS SCO).

Na reunião participaram o Primeiro-Ministro da Republica da India Narendra Modi, o Presidente da Republica do Cazaquistão Nursultan Nazarbayev, o Presidente da Republica Popular da China Xi Jinping, o Presidente da Republica Quirguiz Sooronbay Jeenbekov, o Presidente da Republica Islâmica do Paquistão Mamnoon Hussain, o Presidente da Federação Russa Vladimir Putin, Presidente da Republica do Tadjiquistão Emomali Rahmon, e o Presidente da Republica do Uzbequistão Shavkat Mirziyoyev.

A reunião foi presidida pelo Presidente da Republica Popular da China Xi Jinping.

Participaram também na reunião o Secretário-geral da SCO Rashid Alimov e o Director do Comité Executivo da Estrutura Regional Antiterrorista (RATS) Yevgeny Sysoyev.

Estiveram também presentes o Presidente da Republica Islâmica do Afeganistão Ashraf Ghani, o Presidente da Republica da Belarus Alexander Lukashenko, o Presidente da Republica Islâmica do Irão Hassan Rouhani, o Presidente da Mongólia Khaltmaagiin Battulga, bem como a Secretária-geral Adjunta das Nações Unidas Amina Mohammed, o Secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático Lim Jock Hoi, o Secretario Executivo da Comunidade de Estados Independentes Sergei

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acordo concertacao

O Acordo celebrado pelo Governo, com as confederações patronais e a UGT não só não rompe com a política de baixos salários assente na precariedade como dá continuidade à política laboral de direita e aos eixos estruturantes que a suportam, nomeadamente quando perpetua a precariedade, ataca a contratação colectiva, reduz a retribuição dos trabalhadores e acentua os desequilíbrios na distribuição da riqueza. A satisfação e regozijo com que o grande patronato e os partidos de direita reagiram à celebração deste acordo confirma que estamos perante um documento que, mais uma vez, prioriza os interesses do capital à custa dos direitos dos trabalhadores, do povo e do desenvolvimento do país, quando:

A pretexto do combate à precariedade, promove-a e dinamiza-a com o alargamento para 180 dias do período experimental dos jovens à procura do primeiro emprego e os desempregados de longa duração, deixando-os reféns do patronato, que os pode despedir sem fundamentação e sem qualquer tipo de compensação. Por outro lado, generaliza e alarga a vigência dos contratos de muito curta duração, estimulando autênticas “praças de jorna” do século XXI, que permitiriam ao patronato contratar hoje para despedir...

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Authors: in Manuel Banet, ele próprio

                        A reunião em Sintra[1] deverá apresentar poucas novidades e não terá outro fim senão propaganda.

 Espera-se que Draghi avance com alguns detalhes sobre a política do ECB para o próximo ano, em particular dê pistas sobre o modo como as compras de activos pelo ECB vão reduzir-se ao longo do tempo. O crescimento anunciado das taxas de juro, esse vai ter que esperar mais tempo. Assim, o ECB mantém as taxas perto de zero, durante pelo menos mais um ano. 

As medidas drásticas pós crise de 2008, a política de zero por cento de juros, a compra de activos -muitos deles tóxicos - aumentando a carteira dos bancos centrais até níveis nunca vistos antes, supostamente terão levado a uma recuperação da crise. Porém, tal não é nada líquido. Primeiro porque esta «recuperação» é a mais incipiente e prolongada no tempo, com uma série de indicações da economia real que os podem legitimamente fazer duvidar do efeito benéfico das medidas. Estas tiveram como resultado mais palpável a subida das bolsas de acções nos vários países ocidentais, mas em grande parte esta subida não corresponde a um efeito de maior desempenho das empresas ou de maior disponibilidade de meios das famílias ou mesmo de investidores institucionais, como os fundos de pensões. Estes aumentos das bolsas explicam-se sobretudo por um lado, pelas auto-compras realizadas pelas grandes empresas, pois...

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Jared Kushner e Jason Greenblatt iniciam uma viagem pelo Próximo-Oriente que os levará a Israel, à Jordânia, ao Egipto, à Arábia Saudita e ao Catar, mas não aos Territórios Palestinos, nem à Síria.

Jared Kushner e Jason Greenblatt são dois colaboradores de longa data de Donald Trump. Ambos são judeus ortodoxos. Não tendo experiência diplomática, estão agora encarregues de elaborar o plano de paz para o Próximo-Oriente sem ligar ao Departamento de Estado. Durante a viagem, David Friedman (aqui, ao centro da foto), o Embaixador dos Estados Unidos em Israel, estará em Washington no quadro das consultas de rotina. Igualmente judeu ortodoxo, ele é conhecido pelas suas posições extremistas.

O plano dos EUA deverá ser baseado na «solução de dois Estados»; o Estado Palestino incluído numa Jordânia alargada à Cisjordânia com, nomeadamente, um quarteirão de Jerusalém como capital (Abu Dis e eventualmente Jabel Mukaber, Issawiya e Shuafat).

Este plano visa melhorar a situação dos Palestinos, não a atender a todas as suas expectativas. Desde logo, está já a ser combatido por Mahmoud Abbas, mas não pela maior parte das facções palestinianas (aqui incluída uma ala da Fatah e o Hamas, que o apoiam). A França, a Suécia e o Reino Unido tentam já sabotá-lo. Ele deverá ser tornado público integralmente no fim de Julho.





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Durante o jantar do G7 de Charlevoix, Donald Trump explicou aos seus interlocutores que, segundo ele, a Crimeia é russa com certeza.

O Presidente norte-americano sublinhou, nomeadamente, que todos os habitantes da Crimeia falam o russo e não o ucraniano.

Até agora, o bloco dos Ocidentais acusa a Rússia de ter anexado a Crimeia pela força.

O comunicado final do G7 parece já não incluir a anexação da Crimeia no litígio com a Rússia, mas circunscrevê-lo à Ucrânia Oriental.





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1- Três acontecimentos se podem considerar de marcos vinculativos para a formulação dos parâmetros e conceitos da guerra psicológica que o império da hegemonia unipolar move em África:
- O derrube das torres gémeas de Nova-York, a 11 de Setembro de 2001 (que criou condições para o argumento de qualquer tipo de ingerência, intervenção e/ou manipulação no universo, em particular no Médio Oriente e em África, sob o pretexto de combate contra o terrorismo);
- A criação do AFRICOM em 2007, colocando-o operacional em 2008 (que criou condições adequadas à situação de África, adoptando os novos termos de guerra psicológica para o continente, o que inclui exercícios de “soft power”, civis e exercícios militares em esforços contínuos e com correntes bem definidas);
- O assassinato de Kadafi, na Líbia, a 20 de Outubro de 2011 (que permitiu a eclosão dos processos contraditórios em curso em África, nutridos pelas conveniências de ingerência, intervenção e manipulação).
O colapso do socialismo na década de 90 do século XX tornou-se um esteio que propiciou o fim duma guerra psicológica, a Guerra Fria, cujos conteúdos foram sempre...

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A CGTP-IN reafirmou "profundo repúdio" quanto ao acordo da Concertação Social sobre legislação laboral e apelou ao PS para rejeitar a proposta do Governo, considerando que o executivo está a preparar uma "aliança" com a direita.

 

Entre as principais alterações propostas pelo Governo estão a extinção do banco de horas individual, a duração dos contratos a prazo limitada a dois anos, a introdução de uma taxa adicional à Taxa Social Única (TSU) para penalizar empresas que abusem da contratação a termo e o alargamento do período experimental para 180 dias para os trabalhadores à procura do primeiro emprego e para os desempregados de longa duração.

DIF/CGTP-IN 18.06.2018

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Dia 19 a Flotilha da Liberdade, a caminho do campo de concentração de Gaza, escalará Portugal. Este ano a flotilha navega sob o lema "Um futuro justo para a Palestina".
Está prevista uma concentração junto à Marina de Cascais a partir das 17 horas do dia 19. Nos dias 20, 21 e 22 haverá outras iniciativas de denúncia das atrocidades do estado nazi-sionista, a saber:
Quarta-feira 20 de Junho, 18:30 Sessão pública na AJA, Rua de São Bento nº170, Lisboa, com a presença e participação de membros da Plataforma de Apoio à Flotilha 2018, MPPM, Representante do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina, Membros da Flotilha da Liberdade Coro da Achada (presença a confirmar)
Quinta-feira 21 de Junho, Conferência de Imprensa 11:00 junto da Marina de Cascais a bordo do veleiro "Freedom". Entrevistas à partir das 14:15 (marcação prévia) 18:30 Conversa com membros da Flotilha na Fábrica das Alternativas, Rua Margarida Palla nº19A, Algés; 19:00 Conversa com membros da Flotilha na RA - Rua de Arroios nº100, Lisboa
Sexta-feira 22 de Junho, Partida dos barcos da Marina de Cascais com destino a Cádis. Concentração junto à Marina a partir das 8:00 Sambacção/ROR (presença a confirmar) 19:00 Benefit Flotilha na...

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  • in ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA

A vaca Penka e a UE

«No passado mês de Maio, uma simpática vaca búlgara, de nome Penka, decidiu abandonar o seu país natal, mas também a União Europeia. Por razões desconhecidas entrou em território da Sérvia.
Recolhida, foi devolvida aos seus proprietários. Mas aí começaram os problemas. As autoridades sanitárias búlgaras, considerando que Penka tinha ido dormir a um país alheio à UE, julgaram que ela tinha sido "importada", quando regressara à Bulgária, e deixara de ter as autorizações sanitárias necessárias. Veredicto cruel: Penka deveria ser abatida. O seu proprietário decidiu lutar e Penka tornou-se um símbolo nacional, mostrando o grande absurdo que é parte da legislação europeia, cega e surda. Em Portugal, sentiu-se isso na pele quando, por exemplo, se destruíram formas de produção tradicional de queijos, doces ou enchidos, porque não estavam consoante a "legislação europeia". A Europa de Bruxelas e da legislação que aplica as mesmas regras a países e culturas diferentes é um dos maiores atentados à soberania. Tal como foi aplicar receitas iguais, em forma de austeridade, a países e situações diferentes. Só para salvar os países do centro da crise de 2010.
A retirada, até ao fim...

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O secretário-geral da CGTP-IN reafirmou «profundo repúdio» quanto ao acordo com o patronato sobre legislação laboral e apelou à rejeição da proposta do Governo.
«O que está em marcha é uma tentativa de o Governo fazer uma aliança com o PSD e o CDS-PP para aprovarem esta proposta de lei [sobre legislação laboral] na Assembleia da República», disse o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, em conferência de imprensa, em Lisboa.
Para Arménio Carlos, caso o PS aprove a proposta de lei do Governo ao lado do PSD e do CDS-PP, isso significará um regresso ao «bloco central de interesses contra o qual os portugueses votaram em 2015».
A proposta de lei do Governo sobre as alterações ao Código do Trabalho resulta do acordo cozinhado com as associações patronais e aceite pela UGT, como tem sido hábito. A cerimónia de assinatura está marcada para segunda-feira no Conselho Económico e Social, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro, António Costa.
O documento está em discussão pública e será votado no plenário do Parlamento a 6 de julho, dia em que a Intersindical tem agendada uma concentração contra o diploma em frente à Assembleia da...

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Os professores são um problema para os governos, para os governantes, para os deputados, até para certos comentadores e alguns jornalistas. Percebe-se isso quando lhes dão tratos de polé.
Outros referem a falta de dinheiro sem abordar porque para bancos, banqueiros, tramóias e corrupções nunca falta dinheiro. Nem, muito menos, para as mordomias dos deputados, dos ministros e os das suas ilhargas. As verbas para certos e incertos da governação nunca faltam. Claro que ainda precisariam de mais mas decerto que nem por isso governariam melhor, as viaturas em que se deslocam à custa do orçamento, de todos nós, podiam ser menos de luxo, menos dispendiosas a todos os níveis, mas isso… Este é só um exemplo. E há tantos que aqui se podiam mencionar…
Pouco importa, para já, se os governantes e outros realmente eleitos são de esquerda ou de direita porque como é popularmente dito e já comprovado “bom e mau há em todo o lado”. Nem aqui agora se aborda a esquerda e a direita. O que podemos é abordar ligeiramente os partidos políticos que são mais conhecidos em “histórias” de negociatas, em golpes, em cambalachos, em ilegalidades e/ou imoralidades, em descaramentos, em desonestidade intelectual, em mentiras quase sistemáticas, etc. É aí que o PS, o...

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Uma fonte militar síria acusou a coligação internacional liderada pelos EUA de ter atacado, este domingo, uma posição do Exército sírio nas imediações de Al-Bukamal, no Leste do país.

A coligação internacional liderada pelos EUA foi novamente acusada de atacar posições do Exército sírio e dos seus aliadosCréditos / Sputnik News

Tendo por base fontes militares, a agência SANA revela que o ataque da aliança militar encabeçada pelos EUA teve como alvo uma posição do Exército Árabe Sírio na localidade de Al-Hiri, a sudeste de Al-Bukamal (província de Deir ez-Zor), provocando um número incerto de mortos e de feridos.

Por seu lado, um tenente do Exército sírio disse à Prensa Latina que «drones norte-americanos bombardearam posições conjuntas do Exército sírio e dos seus aliados iraquianos ao longo da fronteira entre a Síria e o Iraque, entre Al-Bukamal e Al-Tanf».

De acordo com o oficial, na acção militar que teve lugar a sul de Al-Bukamal, cerca de 150 quilómetros a sudeste de Deir ez-Zor, morreram iraquianos membros da Brigada dos Justos e da Brigada do Imã Ali.

O militar disse à Prensa Latina que estas forças tinham como missão «proteger a fronteira entre a Síria e o Iraque», bem como «combater...

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